O mês de julho foi marcado por um clima de tensão e expectativa no mercado de combustíveis. Enquanto a Petrobras permaneceu inerte, sem anunciar qualquer movimentação nos preços do diesel, o restante do mercado deu sinais claros de que o cenário pode mudar a qualquer momento — e para cima. A estatal já acumula uma defasagem relevante em relação aos preços praticados no mercado internacional, o que acende o alerta para um possível reajuste a ser anunciado nos próximos dias. A famosa “arbitragem”, que compara o preço do diesel praticado no Brasil com o valor do produto importado, mostra que há margem significativa para aumento. Ou seja, o sinal amarelo está aceso.
Por outro lado, as refinarias privadas que atuam no país, como a Acelen, não esperaram. Pelo contrário: já vêm reajustando os preços há semanas. Somando os aumentos aplicados nos últimos dois meses, já são mais de R$0,30 por litro de alta. O impacto é direto, especialmente nas regiões atendidas por essas refinarias, como o Nordeste. O produto importado, que também compõe uma fatia importante da oferta de diesel no Brasil — já que não somos autossuficientes —, também subiu, mas com um ritmo mais contido. O aumento médio foi de R$0,05 por litro em julho, bem abaixo dos patamares observados nos meses anteriores, o que pode indicar um certo respiro. Mas ainda assim, seguimos em terreno instável.
No campo político, as incertezas também marcaram o mês. Em meados de julho, o presidente Donald Trump anunciou novas tarifas sobre produtos brasileiros, elevando a tensão na relação entre os dois países. O grande temor era de que o Brasil respondesse com medidas equivalentes, o que incluiria o diesel vindo dos Estados Unidos — nosso segundo maior fornecedor, atrás apenas da Rússia. No entanto, no fim do mês, Trump divulgou a lista final de isenções e, entre os produtos liberados da taxação, estavam justamente o petróleo e os combustíveis. A notícia serviu para acalmar os ânimos e afastar o risco imediato de aumento de preços por esse motivo.
Mas nem tudo está resolvido. O alerta agora é outro: Trump também vem ameaçando aplicar uma nova rodada de sanções à Rússia, como forma de pressionar um acordo de cessar-fogo na guerra da Ucrânia. A grande preocupação é que essas sanções sejam direcionadas aos países que seguem comprando diesel russo — caso do Brasil. Hoje, a Rússia é o principal fornecedor de diesel importado para o país, justamente porque vende o combustível com desconto, aproveitando o fato de que muitos países ainda evitam negociar com os russos por conta dos embargos internacionais. Caso o governo americano decida punir os compradores desse produto, a importação brasileira será diretamente afetada. E mesmo que o Brasil encontre outros fornecedores, é quase certo que o custo será maior.
Diante de tudo isso, agosto começa com uma expectativa de aumento. Seja por um eventual reajuste da Petrobras, seja pela pressão das refinarias privadas ou por impactos externos relacionados à geopolítica, o mercado vive um momento de alerta. Para o frotista e o transportador, o recado é direto: atenção redobrada. É hora de acompanhar o mercado de perto, negociar com inteligência e preparar o caixa para um possível movimento de alta. O ano de 2025 tem mostrado que qualquer detalhe — um anúncio em Brasília ou uma fala de Washington — pode impactar diretamente o valor que sai da sua bomba. E como sempre, cada centavo faz diferença no fim do mês.
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